De que são Homens e não ratos.
Primeiro decreto presidencial:
Promoção a General de Daba Naualna - nem que a título póstumo (cruzes, credo, abrenúncio, arrenego Satanás).
De que são Homens e não ratos.
Primeiro decreto presidencial:
Promoção a General de Daba Naualna - nem que a título póstumo (cruzes, credo, abrenúncio, arrenego Satanás).
Apesar de o medo ter silenciado as rádios de Bissau, é curioso que em Gabú (precisamente nos poucos sítios onde o candidato perdedor ganhou), a rádio sintchã occo se mantenha no ar. A mensagem é clara. Os fulas deixam cair o "seu" candidato, o qual, aliás, nunca convenceu os seus homens grandes. Deus é grande.
Como todos sabem, os ratos são os primeiros a abandonar o navio; já o comandante, por princípio, deve ser o último a abandoná-lo. Dado que o dito comandante sabe que o mar está infestado de tubarões e as suas hipóteses de sobrevivência são nulas, convenceu as ratazanas a ajudarem-no a manter o navio a flutuar. Contudo, os danos na estrutura são tão graves, que o inevitável desfecho não tardará. Coitadas das ratazanas, não percebem que o Comandante só as está a instrumentalizar para ganhar tempo, para ser extraído do navio e os abandonar à sua sorte; talvez devessem roer a corda e minimizar os estragos, eliminando o Comando.
Macron ne controle plus ses Services Secrets. La Republique te mettra en prison, ne soit qu'à cause de la Guinée-Bissau.
Qualquer "erro" de aritmética = 7/6
sin komPLEXUS
Mais vale tarde do que nunca.
Viva Amílcar Cabral!
PS Atestado de cobardia a DSP, que há muito o devia ter feito.
Sem outras considerações irrelevantes para o caso, julgo que Umaro Sissoko Embaló deixa um grande legado, impensável há cinco anos atrás: a extinção do cancro P.A.I.G.C.
Chicago redime-se do mau filho que Trump impôs ao Vaticano, instigando à guerra civil contra a tirania.
Magnificando a proverbial estupidez da direita portuguesa (que anda agora a apanhar bonés dos idiotas do Chega, em vez de apresentar projectos próprios), preferem entregar o ouro ao bandido? Depois queixem-se... À estupidez, que até poderia ser benigna, junta-se o provincianismo, copiando lei francesa com mais de duas décadas. Em clara violação da Constituição, aliás, tanto em termos de discriminação de género, como ofendendo a liberdade religiosa, supostamente garantida pelo Estado laico. Obviamente que a proibição é perniciosa. A sua eficácia é não só tendencialmente nula, como moralmente negativa: tão contra-producente quanto as críticas do Bloco de Esquerda ao Chega (tão auto-destrutivas que resultaram na respectiva transferência de votos).
Até poderiam invocar que aqui o fenómeno é recente, ao contrário de em França. Mas nesse caso deveriam questionar-se por que razão, em Inglaterra, onde a intensidade migratória é contemporânea de além Mancha, preferiram até hoje abster-se de legislar sobre o assunto. Fazem lembrar o célebre dichote de Bismark quando insinuou ser estúpido quem aprende com a experiência própria, se o puder fazer pela dos outros: foram estudar os problemas que encontrou a lei francesa? Para poupar pormenores nas nuances, lembro só que ainda há dois anos atrás o Ministro da Educação francês veio proibir também as abaias. Vamos discutir indumentária alheia? Cada folião sua máscara. Valha-nos a excepção do entrudo, previsto sob a vaga designação de entretenimento.
Se um paneleiro vestisse uma burca e fosse para o Intendente ou para a Praça do Império, seria coimável? Não, pois burca é para mulheres (biologicamente falando, claro, para não ofender os mais sensíveis). Uma lei despoletada, desenhada e anunciada para proibir uma palavra estrangeira (mesmo não explicitamente referida? e neste caso, nem seria ad hominem mas ad mulierem). Que raio de espírito do legislador. O reconhecimento facial em espaços públicos, não parece mal, mas nunca com estas motivações. Com tantas excepções, que até as condições climáticas (invocando smog urbano ou poeira) servem? Até o "sempre que tal decorra de disposição legal que o permita" (para incluir o COVID) saiu mal, pois não era simplesmente tolerado, mas imposto à força.
Lembro-me bem, quando comecei a usar boné, ainda em adolescente, dos raspanetes que levei quando entrava em cafés e me esquecia de o tirar: passava por mal-educado. Um honesto mas distraído cowboy (ou bullwoman, que também as houve - preservando assim a igualdade de género e evitando ofender os/as mais susceptíveis) do faroeste que tentasse entrar de cara tapada no saloon, também não seria muito bem recebido, mas se fosse no banco, não voltaria decerto a sair pelas botas. Banalizar o anonimato em público facilita o crime: se não se notou durante a pandemia deve ter sido por falta de imaginação e sentido de oportunidade da bandidagem: contam as más línguas que Kumba Yalá teria fugido de Bissau, no 7 de Junho, graças a esse rocambolesco expediente...
Contudo, apesar do referido "fait divers", a burca nunca pegou em Bissau, onde há dois terços de muçulmanos. Ultimamente, até se podem ver alguns casos isolados, mas tudo estrangeirada. As pessoas acham simplesmente ridículo. A cultura é bem mais poderosa que qualquer lei. Agora anunciamos fraqueza em letra de lei? Há meio século as mulheres em Teerão usavam mini-saia e há pouco mais as mulheres portuguesas tinham de usar véu na missa. A mais famosa iraniana na mesquita de Lisboa acha mesmo que uma mulher de burca pode ser bem mais provocadora que uma moça descascada (e de certeza mais que uma sueca nudista na praia). É no acto (de despir) que está a piada. Piada obsoleta ironizava que a única mulher mais bonita nua que vestida era Madonna (por vestir mal).
PS1 Como, ao contrário do quimar, a burca se trata de uma única peça de roupa, poderá o polícia abordar pedagogicamente a "perturbadora", sugerindo-lhe livrar-se do objecto da ofensa? Não, pois seria fomentar outra ofensa, de atentado ao pudor!
PS2 Já agora, informa-se o hamburger que tal embrulho vem do Afeganistão e não do Bangladesh.
PS3 Uma vez, tive um pequeno atrito com um aluno, na primeira aula. Entrou de óculos escuros e não os tirou. Perguntei-lhe se tinham graduação... meio confundido, meio vaidoso por a manifesta provocação ter sido notada, respondeu que não. Ordenei-lhe então que os tirasse, por desadequados, uma vez que não havia exposição ao sol na sala. Respondeu que me via muito bem. Repliquei que o problema não era ele ver-me a mim, mas eu vê-lo a ele (e como a menina era importante).
PS4 Qual o oposto de uma muçulmana de burca na praia portuguesa? Uma nudista sueca de óculos opacamente escuros! Venha o diabo e escolha...
Só para lembrar ao golpista o artigo 17º do Código Penal do seu país.
Lembrar apenas o princípio fundamental estabelecido pelo primeiro ponto do Artigo 9º do Código Civil (Interpretação da lei): «1. A interpretação não deve cingir-se à letra da lei, mas reconstituir a partir dos textos o pensamento legislativo, tendo sobretudo em conta a unidade do sistema jurídico, as circunstâncias em que a lei foi elaborada e as condições específicas do tempo em que é aplicada.»
Será pelo muito vagar na vacatura?
Em plena cerimónia de deglutição do anfíbio, trespassado por um assomo de consciência, teve uma síncope de sobre-exposição: faliu-lhe o corpo e escapuliu-se-lhe a alma, repugnada.
Esgazeado pelas declarações de quadrado Bibi de que a única fome que existe em Gaza é a dos reféns israelitas, Jean Luc alia-se ignominiosamente ao terceiro lugar Macron, para lhe atribuir o nº1, distinguindo-o da outra trampa do Trump. Tudo criminosos de guerra.
Fulgura a polarização (para evitar falar em contradição) de perfis entre cessante e recém-chegado putativos primeiros ministros: da nano à gigavisibilidade; da breve e envergonhada aparição à continuada e copiosa exposição.
Quando, fruto da elevada polarização, se juntam os dois extremos, a coisa dá para o torto. Vítimas de arruaça, os seguranças estiveram bem na defesa do perímetro do Hotel; contudo, tornaram-se igualmente arruaceiros quando entram em excesso de zelo, perseguindo os outros arruaceiros, em expedição punitiva, em plena usurpação de funções soberanas, tarefa que só poderia incumbir à Polícia portuguesa. Para o governo português, justificar-se-iam, portanto, face a essa psicologia do abuso, as restrições implementadas (as quais teriam provocado a indisposição de Bissau). Não terá faltado quem agitasse o fantasma de vir a ter de gramar com a escolta da CEDEAO a passear pela marginal de Lisboa para Cascais.
Luanda com a rua em plena convulsão e a LUSA, passadas horas, continua muda, ultrapassada pela DW no terreno.
Como língua mais falada na gare do Oriente, realização de grande cimeira do "kriol" em Bissau, CPLK, incluindo a fala da ilha de Ano Bom e tétum (kriol de Timor). A Cimeira da organização original poderia expulsar Portugal, Brasil e Angola, invocando falta de comparência não justificada.